Publicação em destaque

INTERPRETAÇÃO SIMPLIFICADA DO PROCESSO EXECUTIVO simplex

Esta é a leitura do cidadão comum  acerca do fenómeno processual que transformou o valor do seu trabalho num prejuízo indefinido:   ‒ O ...

terça-feira, 29 de outubro de 2019

Aos carolas do Banco BPI

Ao cuidado de Sua Excelência Dr Fernando Ulrich e ao cuidado de Manuel Portela da Silva e António Gil Pereira / Direcção de recuperação de crédito.

 

Com conhecimento ao Sr Amílcar Santos, à agente de execução Alexandra Gomes e à advogada Carla Braguez.

Exmos Senhores Banqueiros

A direcção de recuperação de crédito do Banco BPI S.A. diz que já não responde a comunicações que lhe sejam apresentadas, qualquer que seja o meio ou a forma, sobre "o tema" [O processo executivo simplex que permitiu a venda "ao desbarato" de um bem imobiliário avaliado em 250.000.00€] mas desde que recentemente encontrei este vosso anúncio, não pude deixar de vos vir importunar novamente:

— Na plataforma bpiexpressoimobiliário encontrais aquilo que deveríeis, em tempo útil, ter ensinado ao vosso vendedor de ferro-velho, o Sr Amilcar Santos [Agroleilões, Estabelecimento de Leilões, Lda / Onde Os Leilões acontecem]. Sendo o Banco BPI S.A. um líder no mercado imobiliário e tendo como CEO um carola que é o banqueiro mais bem pago de Portugal, como é que se deixou ludibriar por um charlatão do Barreiro?


https://bpiexpressoimobiliario.pt/apartamento/t5/setubal/almada/caparica-e-trafaria/a11446669
Venha dar nova vida a este apartamento T5, duplex, três frentes, inserido no 2º piso - último andar, divisões amplas, vista desafogada e com um terraço fantástico com vista mar no horizonte. Dois pisos: 1. º piso: hall, despensa, sala comum com lareira e varanda, cozinha com marquise, dois quartos com varanda e uma casa de banho com janela. 2. º piso, corredor, 3 quartos com roupeiros embutidos e varandas, duas casas de banho, ambas com janela e um terraço. Situado no lugar de Lazarim, zona calma, prédio rodeado de zona de moradias, perto de praias, a apenas 10 minutos de carro encontra as maravilhosas praias da Costa de Caparica. Muito próximo de escolas, supermercados, parque infantil e desportivo e acesso fácil e rápido a transportes e principais vias como, A33, IC20, A2 Sul.
O Sr Amilcar Santos, nomeado "agente de venda" pelo Banco BPI e sustentado pela agente de execução Alexandra Gomes, investiu 5.82€ em correio e 10.79€ em expediente de escritório para "vender" este duplex, avaliado em 250.000.00€ em 2009, e depois apresentou a sua conta de 7.918,97€, quando realmente quem adquiriu o imóvel foi o próprio exequente.
Será que a negociata já estava montada com o experiente vendedor?... com o suporte da Agente de Execução, que não fez nada quando duvidei claramente das qualidades e capacidades do falso leiloeiro de forma documentada?

Terá sido como tantos outros casos que circularam por debaixo das mesas, nas barbas dos juízes numerados, do processo executivo simplex? Todos sabemos que até à chegada da Troika foi um forrobodó... a incompetência e saque de dezenas de "agentes de execução", que não se sabia bem o que eram, foram denunciados e foram acusados de fraudes e apropriações indevidas. Era o que estava a dar.

QUANTOS MAIS PROCESSOS SIMILARES SERVIRAM PARA VOS ENCHER O PAPO?

O Sr Amilcar Santos diz que os Senhores Juízes é que sabem o que se está a passar. É um craque e deve haver muitos como ele. Pessoalmente conheço mais de uma dúzia. Tudo boa gente que nunca esquece o pessoal lá da terra. Este homem dos sete instrumentos não hesita em responsabilizar os juízes pela sua incompetência e ainda tem o desplante de se fazer de vítima.
Será que o CEO do BPI concorda com a estratégia de venda do leiloeiro de ferro-velho ?
Parece que o homem confundiu as coisas. Não era um T3 na Baixa da Banheira. Nem sequer lá entrou. Disse que estava habitado... o que "dificultava a venda". A solicitadora de Bragança não lhe disse nada porque devia ter muito que fazer. Será que o Sr Amilcar Santos pensava que o duplex era um petroleiro?
E como foi o golpe?... uma solicitadora sem formação jurídica nem imobiliária a preconizar uma "rápida desvalorização", como se a Bolha não existisse? Como é que a agente apresenta um valor sem sequer o documentar?... aprendeu nos seus estágios em escritórios de advogados?... ou terá sido num workshop? 
Depois de destruído pelo Banco e pelo Estado na praça do mercado imobiliário o duplex foi vendido a peso?
No mínimo, sois ridículos. A solicitadora de Bragança [Cédula N.º 4009] que nomeáreis para agente de execução — de tanta legalidade que apregoa e tanta fotocópia que tira — já está na lista de Sanções Disciplinares [Suspensão exercício atividade], aplicadas a casos graves, da CAAJ. A minha queixa também já lá está há 5 meses, mas já lá devia estar há cinco anos. Este foi dos seus primeiros processo e quem sabe se não será dos últimos, mesmo "extinto" e cheio de erros. Apesar disso foi ela que descobriu que eu não era o Robin dos Bosques e que a executada tinha uma nova morada, que por acaso era a mesma do agregado familiar.
Uma história absurda que mostra muito bem aquilo que o banqueiro designa de "regularidade processual".

Como é que funcionou essa "negociação particular"?... não fora a oferta de 80.000 da executada o duplex tinha sido sacado por 60.000?... porque o falso "vendedor", nomeado pelo exequente, o meteu na gaveta e os Excelentíssimos Directores de Recuperação de Crédito têm o desplante de me dizer que "a venda ficou deserta"? Com certeza que ficou deserta e é directamente proporcional ao investimento do charlatão.

O que é que correu mal na negociata para depois aparecer o benemérito Banqueiro?... foi para eu não ter "mais prejuízo"? Pensais que somos todos parvinhos? Se o aldrabão do Barreiro não vendeu nada porque é que sacou 7.918,97€?... e ainda por cima utilizou o decreto Lei errado porque a solicitadora de execução fingiu não perceber nada para sacar o dela, pois é assim que trabalham esses comerciantes da justiça.
Os crânios do BPI S.A. acham bem?... É ASSIM QUE INVESTEM ?... ou é assim que LUCRAM E ACAUTELAM OS VOSSOS INTERESSES ?
Para além desta farsa a que chamaram “negociação particular”, a personagem sinistra que utilizáreis para violar o meu domicílio e a minha privacidade já tem o seu discurso doentio no Conselho de Deontologia da Ordem dos Advogados de todos os Distritos e já o dei a conhecer ao Presidente da República, para que fique registado. Pois que para além de tudo isto, O Banqueiro mais bem pago de Portugal não hesitou em mentir descaradamente em Tribunal! Não tendes vergonha?... a vossa Dona já deve saber, mas certamente é do mesmo calibre, ou pior, porque de Espanha "nem bons ventos, nem bons casamentos".

Podeis estar certos de que, mesmo não respondendo a quaisquer comunicações, vou-vos denunciar por todos os meios e por todos os lados. Há-se chegar a vossa hora e podeis ter a certeza de que a resposta do cidadão comum é directamente proporcional ao desprezo que a poderosa instituição financeira e seus parasitas demonstraram pela cidadania.

Enquanto aguardo a vossa retratação pública relativa ao facto de terem mentido descaradamente em Tribunal e de me terem acusado gratuitamente, sem prova nem fundamento, decidi passar a utilizar o pseudónimo Robin dos Bosques, como autor de próximos artigos de denúncia pública, mantendo a premissa de não ser "menos correcto".

https://obancoeabolha.com/2019/10/23/robin-dos-bosques-o-assalto-ao-bpi/

Com os melhores cumprimentos,

O Executado.

quinta-feira, 10 de outubro de 2019

A BANCA NUNCA OFERECE NADA!

A BANCA NUNCA OFERECE NADA!... Mais tarde ou mais cedo, vai cobrar aquilo que aparentemente oferece. É ESTRATÉGIA.... /... 

Milhares de pessoas já reclamaram sobre comissões no MB Way - JN: A Deco revelou, esta terça-feira, que 24 mil consumidores já reclamaram contra as comissões sobre transferências na aplicação móvel MB Way, de acordo com a newsletter da associação de defesa dos consumidores.

domingo, 29 de setembro de 2019

Ao Chairman do Banco BPI S.A.


Venho informar o Ex.ᵐᵒ Chairman do Banco BPI S.A., Sua Ex.ª o Dr Fernando Ulrich, de que dei início à denúncia alargada à sociedade civil portuguesa — entenda-se a todos os portugueses — acerca "daquilo que nos une", apesar de saber que é muito mais "aquilo que nos separa".
A denúncia pública será contínua e exponencial, até o nome de V. Ex.ª estar ao lado do meu, entre aqueles que actuam com dolo e com má-fé, causando sérios e graves prejuízos de tal forma que impossibilitam outros de obter rentabilização de seus bens.

Acerca dos agentes nomeados por V. Ex.ª para se apoderarem de bem imobiliário em acção executiva e venderem ao desbarato o investimento do meu trabalho, já apresentei queixa formal na CAAJ [Comissão de Acompanhamento dos Auxiliares da Justiça], de acordo com as indicações do Ex.ᵐᵒ Sr Bastonário da OSAE [Ordem dos Solicitadores e dos Agentes de Execução], Dr José Carlos Resende. Soube então, ao consultar o portal da CAAJ, que o nome da solicitadora de Bragança sem formação jurídica, com estágio em escritório de advogados, que aceitou exercer o cargo público de agente de execução a convite de V. Ex.ª, consta já na lista de Sanções Disciplinares com suspensão do exercício de actividade, aplicado a casos graves.

O negociante de ferro-velho do Barreiro nomeado por V.Ex.ª para a qualidade de "agente / encarregado de venda", que investiu dezassete euros para comercializar o meu bem imobiliário penhorado avaliado em 250.000.00€, vai com o negócio particular de vento em popa e até já tem petroleiros à venda na sua plataforma transcontinental online, "onde os leilões acontecem", mas não há nenhum. É um compincha e continua certamente a pensar que pode utilizar decretos lei errados e dizer depois que os senhores juízes é que sabem o que se está a passar.

Quanto à causídica mercenária* que V.Ex.ª contratou para exercer a "sua especialidade" — acusar-me de actuar com dolo e má-fé sem prova nem fundamento — já apresentei queixa formal junto da Ordem dos Advogados de acordo com as indicações do Ex.ᵐᵒ Sr Bastonário, Dr Guilherme Figueiredo, e dei conhecimento aos Conselhos de Deontologia da Ordem dos Advogados de todos os distritos para que tivessem conhecimento. Estou certo de que a Ordem dos Advogados irá agir de acordo com o seu discernimento, princípios deontológicos e códigos de conduta.
À parte estas formalidades, tenho em estudo a apresentação de queixa contra o Estado Português no Tribunal Europeu dos Direitos Humanos, pela violação continuada do artigo 12º da DUDH, claramente demonstrada na intromissão arbitrária na vida privada do cidadão e no seu domicílio, perpetrados com o suporte de um parecer jurídico favorável obtido com falsas acusações, bem como no ataque absurdo à sua honra e reputação. Salientando ainda que a tentativa vã do cidadão defender a sua imagem e dignidade com o suporte do Estado (Apoio Judiciário) terminou numa vicissitude de inviabilidade de acção, sustentada pela Ordem dos Advogados, cujo conteúdo desconhece por ser sigiloso.
Apesar de saber que V.Ex.ª se está completamente borrifando para o assunto e para o facto de me ter causado danos irreversíveis e prejuízos irrecuperáveis, não poderia deixar de vos dar conhecimento.

Com os melhores cumprimentos,
Álvaro de Mendonça

__________________________________________

NOTAS

(*)
mer·ce·ná·ri·o
(latim mercenarius, -a, -um, assalariado, alugado, pago, comprado)
adjetivo e substantivo masculino
1. Que ou aquele que trabalha, ou serve, por dinheiro.
2. Que ou quem é movido apenas pelo interesse pessoal e material. = INTERESSEIRO

ANEXOS:
  1. Teor da queixa apresentada à Ordem dos Advogados [Formulário online]
  2. Teor da queixa apresentada à Comissão de Acompanhamento dos Auxiliares de Justiça
O teor das queixas apresentadas foi transmitida aos agentes e aos advogados envolvidos no processo executivo e foram integradas em artigos documentais publicados no Blogue “O Cidadão Comum”. Farão também parte integrante da 2ª edição da narrativa “eu não assaltei o bpi – ensaio sobre a iniquidade”, a publicar em Janeiro de 2020.


mer·ce·ná·ri·o
(latim mercenarius, -a, -um, assalariado, alugado, pago, comprado)

adjetivo e substantivo masculino

1. Que ou aquele que trabalha, ou serve, por dinheiro.

2. Que ou quem é movido apenas pelo interesse pessoal e material. = INTERESSEIRO

"mercenário", in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2013, https://dicionario.priberam.org/mercen%C3%A1rio [consultado em 29-09-2019].
mer·ce·ná·ri·o
(latim mercenarius, -a, -um, assalariado, alugado, pago, comprado)

adjetivo e substantivo masculino

1. Que ou aquele que trabalha, ou serve, por dinheiro.

2. Que ou quem é movido apenas pelo interesse pessoal e material. = INTERESSEIRO

"mercenário", in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2013, https://dicionario.priberam.org/mercen%C3%A1rio [consultado em 29-09-2019].
mer·ce·ná·ri·o
(latim mercenarius, -a, -um, assalariado, alugado, pago, comprado)

adjetivo e substantivo masculino

1. Que ou aquele que trabalha, ou serve, por dinheiro.

2. Que ou quem é movido apenas pelo interesse pessoal e material. = INTERESSEIRO

"mercenário", in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2013, https://dicionario.priberam.org/mercen%C3%A1rio [consultado em 29-09-2019].

sábado, 21 de setembro de 2019

O ASSALTO DO BANCO BPI S.A. AO CIDADÃO COMUM


O Banco BPI S.A. assaltou o Cidadão Comum: apoderou-se do bem imobiliário de que ele era proprietário, através da penhora de bem hipotecado, para o vender ao desbarato em pleno climax da crise financeira, imobiliária, política e social que se instalou em Portugal e o conduziu à quase bancarrota.
Tudo terá decorrido segundo a “regularidade processual”, de acordo com os responsáveis do banco.
Fê-lo para ser ressarcido do prejuízo causado pela Crise Financeira Imobiliária Internacional, com o conluio do Estado Português, que colocou à sua disposição o processo executivo simplex e criou a figura do agente de execução, para tentar resolver o seu problema de mais de um milhão de processos que entulharam os Tribunais.
Na realidade atribuiu ao “executado”, independentemente da sua causa e de sua presumível inocência, o estatuto de anátema, potencialmente criminoso.
Quando o Cidadão Comum (CC) precisou de recorrer ao seu investimento imobiliário para salvaguardar a sua sustentabilidade, era demasiado tarde. A BOLHA, criada pela BANCA, instalava-se em larga escala arruinando o mercado da habitação.

Confrontado com a inadimplência causada por doença prolongada, o CC recorreu ao bem imobiliário em que investira o seu trabalho mas a Poderosa Instituição Financeira (PIF) e o Estado transformaram o investimento do CC num bem duplamente penhorado, provocando a sua desvalorização artificial na praça, a que se acrescentou o efeito da Bolha. A sua imagem negativa de objecto penhorado e em execução, condenou-o definitivamente na praça imobiliária ao mero interesse de comerciantes sem escrúpulos e oportunistas, na procura de negócio fácil e rentável. A PIF não vendeu, nem deixou vender. O que de facto aconteceu foi algo obscuro e legal, numa negociata em que o CC não participou, manietada por um vendedor de ferro-velho do Barreiro, nomeado pelo exequente, e com o conluio abstruso da agente de execução.

Perante a inadimplência do cidadão, causada por doença prolongada, e para "acautelar" os seus interesses, a PIF não aceitou renegociar o contrato de crédito habitação porque precisava de realizar capital, como todos os bancos à época. Todas as outras Instituições Financeiras com expressão no mercado do crédito habitação se recusaram a reformular/renegociar o contrato. Provavelmente porque todas as instituições bancárias sabiam o que aí vinha e estariam já com falta de liquidez. Ao mesmo tempo havia meio milhão de casas a mais no mercado derivado da continuada valorização e financiamento da banca, que só parou quando deixou de ter dinheiro para o efeito, porque estava já em crise.

A PIF manteve a situação de contencioso e não permitiu ao CC uma equidade sustentável, bloqueando o acesso a qualquer crédito e à possibilidade de renegociar a dívida do crédito à habitação ou qualquer outro.

Apresentou então um "título executivo" onde, curiosamente, vinculava que os proprietários não viviam no apartamento duplex em Vila Nova de Caparica e que obviamente o estariam a utilizar de forma fraudulenta.

Para "acautelar" os seus interesses, a PIF nomeou para Agente de Execução uma solicitadora de Bragança, recém formada formada pelo ISCAD, com estágio num escritório de advogados e sede num velho segundo andar no centro de Almada, onde não estava ninguém, cuja primeira tarefa foi verificar que os executados não estavam a utilizar o bem imobiliário de forma fraudulenta e descobrir uma nova morada, que era a mesma.

Para "acautelar" os seus interesses, a PIF, nomeou para "agente de venda", um negociante de ferro-velho que tinha um armazém no Barreiro, organizava eventos e investiu 16.79€ para comercializar um bem imobiliário avaliado em 250.000,00€. Utilizou o Decreto Lei errado e diz que os Senhores Juízes é que sabem o que se passa.
A PIF, o Banco BPI S.A., diz que comprou o bem imobiliário por metade do seu valor de mercado para os executados não terem mais prejuízo. Teoria sustentada pela própria agente de execução, que inventou uma "rápida desvalorização" do imóvel, em vez de manter a neutralidade como requer o cargo público que aceitou exercer.

Para "acautelar" os seus interesses, a PIF, nomeou sua mandatária uma "especialista" que, perante a nefasta situação que os executados tiveram que enfrentar, não hesitou em prestar falsas acusações e difamar o seu bom nome em pleno Tribunal, sem apresentar prova nem fundamento. Acusou ainda "os bandidos" de lhe terem causado elevado prejuízo e de já não poder obter qualquer lucro do grande duplex de duzentos e setenta metros quadrados, localizado a dez minutos das praias da Costa da Caparica e da ponte 25 de Abril, perto dos Capuchos, onde se viria a instalar o Meliã Hotel, dado o "estado em que se encontrava".

A este panorama processual junta-se a morosidade absurda dos actos e a inoperância da agente de execução, que colocou o processo na prateleira logo que consultou a repartição de finanças de Almada e soube que o duplex tinha sido penhorado pela Fazenda Pública devido a uma dívida de pequeno valor, cujo pagamento faseado não fora aceite por ser demasiado baixo. O que lhe parecera um ganho fácil de lucro garantido transformou-se numa chatice que a obrigou a passar dez anos a tirar fotocópias e a emitir actos electrónicos, pagos à unidade. Desde então que sucessivamente a solicitadora afirma que diz o que lhe "cumpre dizer", enquanto vai emitindo as suas custas provisórias.  [Curiosamente o apoio judiciário solicitado em Junho de 2006 só susteve o processo no dia em que caiu o Lehman Brothers, quase dois anos depois]

A PIF diz que decorreu tudo dentro da "regularidade processual", a que, provavelmente está habituada, pois que é uma das a Instituições Financeiras que mais processo tem em Tribunal.

Confrontado com a sua própria indigência moral, o Presidente do Conselho de Administração da PIF, conhecido de todos os portugueses como o aguenta-aguenta, garante que não agiu de forma "menos correcta".

Para "acautelar" os seus interesses a poderosa Instituição Financeira não hesitou em violar a privacidade e o domicílio do cidadão comum e atacou covardemente a sua honra e a sua reputação. Fê-lo com o suporte de um parecer jurídico sustentado por falsas acusações e difamação obscena, sem prova nem fundamento, violando de forma rude o artigo 12º da DUDH.

Logo que tomou conhecimento do insidioso “requerimento para outras questões”, em que a PIF mente descaradamente, o CC recorreu ao suporte do Estado, através do apoio judiciário, para defender a cidadania, sua honra e dignidade. Essa intenção terminou numa vicissitude de inviabilidade de acção, sustentada pela Ordem dos Advogados, cujo conteúdo desconhece por ser sigiloso.

Assim, confrontado com o establishment e a inoperância do Estado, para demonstrar à sociedade civil portuguesa que não agiu com dolo nem com má-fé, que não causou prejuízos nem teve qualquer responsabilidade directa sobre a desvalorização do bens imobiliários, o CC editou a narrativa "eu não assaltei o bpi - ensaio sobre a iniquidade", publicada em Janeiro de 2019, e criou o sítio na internet "O Cidadão Comum", como suporte documental da edição e denúncia pública das aberrações que o processo executivo simplex permite.
Atempadamente o cidadão comum informou a PIF de que havia cometido um erro grave, e que teria que resolvê-lo.
Para "acautelar os seus interesses" as Poderosas Instituições Financeiras não hesitam em acusar o CC da prática de dolo e má-fé, mesmo que estes enfrentem a promiscuidade e o conluio, o compadrio e a negociata, imanentes a "negociações particulares" em que não participa.

Para "acautelar os seus interesses" o CC vê-se confrontado com a obrigação cível e o provável direito democrático de agir da mesma forma que a PIF. No entanto, tendo a consciência de que tal comportamento o faria descer ao nível do inesperado adversário, e para salvaguarda de sua integridade moral, preferiu agir de forma preventiva e apresentou queixas específicas sobre a conduta obscena dos agentes envolvidos no processum, nomeados e sustentados pela PIF, bem como da advogada mercenária, contratada e paga para actuar de acordo com a sua especialidade.

Relativamente à chamada “negociação particular”, que envolve o modus operandi do falso leiloeiro nomeado pelo exequente e a incompetência inoperante da agente de execução, foi apresentada queixa na CAAJ, Comissão para o Acompanhamento dos Auxiliares da Justiça, onde a mesma fora já anteriormente sujeita a sanção disciplinar com suspensão temporária de exercício de actividade, aplicável a casos graves, e na OSAE, Ordem dos Solicitadores e dos Agentes de Execução, Serviço de Provedoria da Câmara dos Solicitadores, por provável violação do código de conduta.

Em relação à prestação de falsas declarações e acusações sem prova nem fundamento, bem como difamação gratuita e rude violação de regras básicas da cidadania, por parte da advogada especialista em “recuperação de crédito”, foi apresentada queixa na Ordem dos Advogados, sendo dado conhecimento formal da queixa aos Conselhos de Deontologia da Ordem dos Advogados de todos os distritos.

Assim o CC aguarda, agora, pelos resultados destas queixas formais, realizadas de acordo com informações e indicações recolhidas junto dos bastonários das mesmas ordens, a fim de as tornar públicas em artigo documental a anexar à próxima edição, revista e actualizada, da narrativa “eu não assaltei o bpi - ensaio sobre a iniquidade”.

O CC aproveita a publicação deste artigo para reptar os responsáveis da PIF, o Banco BPI S.A., ou da sua actual dona, a se manifestarem, caso considerem que algo do que aqui é apontado e descrito não corresponda à verdade.

Faro, 21 de Setembro de 2019

Álvaro de Mendonça
Cidadão Comum
___________________________________________

NOTAS:
1.
Para consulta documental acerca deste processo simplex: https://www.eunaoassalteiobanco.com/processo
2.
Para a compreensão do modus operandi processual recomenda-se a leitura do artigo “Interpretação Simplificada do Processo Executivo Simplex”: https://www.cidadaocomum.com/2018/09/interpretacao-simplificada-do-processo.html
3.
Para a compreensão e leitura da narrativa “eu não assaltei o bpi - ensaio sobre a iniquidade”:
https://www.eunaoassalteiobanco.com/narrativa | https://www.antareseditores.pt/antareseditores
Download: https://www.eunaoassalteiobanco.com/download


sexta-feira, 13 de setembro de 2019

DECLARAÇÃO PÚBLICA ACERCA DO BANCO BPI S.A.



O que está a acontecer com o processo executivo N.º 3816/06.0TBALM [e com milhares de outros similares] é vergonhoso e doentio.
Na qualidade de cidadão comum cabe-me o direito de manifestar a mais profunda indignação e suspeita.
Perante a situação de crise imobiliária que afetou milhões de pessoas em todo o mundo, o Estado deixou à sua sorte as vítimas que viram o seu património ser vendido ao desbarato para satisfazer a gula da banca. Garantiu o ressarcimento do banqueiro — numa situação de crise generalizada — à custa da desgraça alheia. Alimentou ainda todo o tipo de parasitas que circundam o processo executivo e se alimenta de "pechinchas", em negociatas obscuras devidamente carimbadas com a legalidade processual.

Uma coisa é certa: — "Não se pode esperar ou pedir às vítimas da Crise Financeira Imobiliária, a BOLHA, causada pela BANCA, que vejam diminuídos os seus direitos fundamentais, em especial, o direito à honra, à dignidade, à imagem e à integridade moral. Direitos inalienáveis e que a Constituição da República lhes reconhece e a Declaração Universal de Direitos Humanos defende".

Partindo deste princípio — que desde já evoco — e perante a passividade abstrusa que a instituição BPI S.A. manifesta quando confrontada com o facto de me ter acusado em  tribunal sem prova nem fundamento, virei naturalmente reclamar os mesmos direitos.

A realidade é esta:

Em 2006 estava doente e incapacitado. Prova-o a junta médica do Ministério da Educação de Novembro de 2006. Perante o incumprimento contratual com o Banco BPI S.A., derivado de longos períodos de baixa causados pela doença, coloquei à venda o bem imobiliário em que tinha investido em 1999, a fim de regularizar a situação e investir num apartamento de menor dimensão adequado à situação do agregado familiar.
Consultado o mercado imobiliário e devidamente avaliado na praça, coloquei o bem imobiliário à venda por 259.000.00€.
O que aconteceu depois, só o Estado e o Banco podem explicar.
Partindo do claro princípio de que, seja qual for a explicação, eu estou inocente: — A crise imobiliária internacional derivou directamente do comportamento criminoso da banca e as crises financeiras, políticas e sociais que atravessamos derivam directamente do comportamento criminoso de governantes do País, alguns já condenados, e da corrupção e promiscuidade entre o poder político e o poder financeiro.

Hoje todos os portuguesas sabem isso. Todos o estão a pagar.


Ao longo do processo assisti a todo o tipo de incongruências. Basta ver o requerimento executivo inicial que prova que o Banco BPI S.A. estava enganado — os executados não viviam os dois em Faro nem estavam a utilizar o imóvel de forma fraudulenta. A primeira tarefa da solicitadora que aceitou o cargo público de agente de execução no processo foi descobrir isso, e certamente já teria mudado de negócio se todos os processos que aceita fossem como este. Parecia fácil e dado de bandeja — com meia dúzia de actos electrónicos sacava pelo menos 500.00€ [era o que estava a dar e ainda não se sabia bem o que era o "agente de execução". Muitos destes agentes foram depois condenados ou expulsos por prática duvidosas e o forrobodó só parou com a chegada da Troika] —, mas o tiro saí-lhe pela culatra... passou 13 anos a tirar fotocópias e a emitir actos pagos à unidade, e a sua conduta duvidosa já tem queixas e condenação grave na CAAJ.


Já depois de se apoderar do bem imobiliário numa negociata em que eu não participei, manietada por um vendedor de ferro-velho do Barreiro, o Banco BPI S.A. acusou-me de ter agido com dolo e má-fé. Ou seja, tratou-me como um criminoso. Manifestou um desprezo profundo pela situação que os executados tiveram que enfrentar. Acautelou os “seus interesses”, esteve-se borrifando e, como Pilatos, lavou as mãos. As suas e as do vendedor de petroleiros que contratou para vender ao desbarato o meu investimento imobiliário, avaliado em 250.000.00€.

Desde que tomei conhecimento dessa acusação gratuita e sem qualquer fundamento, confrontei os responsáveis do banco com essa realidade.
Em carta dirigida ao Exmº Dr Fernando Ulrich, datada de Setembro de 2018, coloquei claramente essa questão mas o banqueiro que mais enriqueceu em Portugal considerou que até não tinha sido "menos correcto". É como o Exmo Dr Salgado, e está-se simplesmente borrifando para o assunto, pois sabe que vive no "país dos bancos".
Os senhores banqueiros persistem em ignorá-lo e dizem que tudo decorreu segundo a "regularidade processual".
Portanto, o Banco BPI S.A. considera que tem o direito de defender os seus interesses como bem entender e para isso utiliza a estratégia da acusação sem fundamento e difamação do Cidadão, que o Estado aceita sem sequer indagar.
Terei eu, na qualidade de cidadão comum, os mesmos direitos?
Poderei eu acusar esta poderosa instituição financeira de utilizar uma estratégia terrorista? Já que contratou uma advogada mercenária para exercer a sua especialidade, e mentiu descaradamente em Tribunal perante a passividade dos negociantes de processos?
Terei eu o direito de contratar um mercenário para defender os meus interesses?
E se me transformar, eu próprio, naquilo com que o Banco BPI S.A. me confundiu? — o arquitecto/urbanista, o bandido que pôs o duplex "no estado em que está", que lhe causou um elevado prejuízo e o impossibilitou de obter qualquer lucro do duplex de Vila Nova de Caparica.

Uma das advogadas consultadas sobre este processo no âmbito de apoio judiciário explicou-me que o banco não é a Madre Teresa de Calcutá. E eu percebi isso. Mas parece que terei ainda que provar que não sou o Robin dos Bosques. Ou será que de facto devo tirar partido disso... já que não tive o proveito?
 
Álvaro de Mendonça
Cidadão comum

Faro, 13 de Setembro de 2019
_____________________________________________

NOTA: Para saber mais sobre este processo exemplar, consultar a o site "eu não assaltei o banco".


quarta-feira, 28 de agosto de 2019

O NEGOCIANTE DE FERRO-VELHO DO BANCO BPI

O negociante de FERRO-VELHO do BANCO BPI S.A., o Sr Amílcar, é um homem dos sete instrumentos – VENDE TUDO!… até vendeu um DUPLEX DE 250.000.00€ NA FREGUESIA DA CAPARICA SEM DAR POR ISSO!… O NEGÓCIO SIMPLEX.


O Sr Amilcar tem agora mais um grande navio para vender, na sua plataforma transcontinental online:
http://www.agroleiloes.eu/ ].

Um Petroleiro (Double Hull Oil Tanker) por pouco mais de cinco milhões.
UMA PECHINCHA!

Aposto que o Dr Fernando Ulrich e o Dr Pablo Forero não vão perder esta oportunidade de investir na marinha mercante, ou, quiçá… um BPI Flutuante Transcontinental - BPIFT, S.A., como a plataforma de vendas online da Agroleilões-Estabelecimento de Leilões Ldª - ONDE OS LEILÕES ACONTECEM, mas não está nenhum a decorrer [ A negociação particular é que está a dar ].

O preço é convidativo e o negócio garantido, como no caso do Duplex de Vila Nova de Caparica, em que o benemérito BPI conseguiu sacar o imóvel por metade do seu valor de mercado. Apenas  para os proprietários “não terem mais prejuízo”, sendo a negociata "efectuada com a maior transparência e rigor pelas regras processuais", como viria a demonstrar a metodologia da Drª Carla Braguez, especialista em recuperação de crédito, contratada pelo Banco BPI S.A..

O Sr Amílcar Santos, que tem um armazém no Barreiro e organizava eventos para empresas, usa Decretos-Lei errados e diz que os senhores Juízes é que sabem... e lá vai facturando "de vento em popa". São coisas da vida…

Já a solicitadora de Bragança, Alexandra Gomes, formada pelo ISCAD, que trabalha como agente de execução na empresa "jurista" [ https://www.facebook.com/alexandra.gomes.75685 ], só diz aquilo que lhe cumpre dizer, e mais não diz porque Labor improbus omnia vincit apesar de ainda não saber que nemo iudex in causa sua... talvez porque não lho ensinaram nos escritórios de advogados onde estagiou, nem nas palestras a que assistiu [Quem sabe se por isso é que já está na lista da CAAJ].

Saiba mais sobre esta TRILOGIA de comerciantes sem escrúpulos que vivem à custa da “desgraça alheia” e suas negociatas particulares, com o conluio do Estado português, na página O NEGÓCIO SIMPLEX.

NOTA:
"Não se pode esperar ou pedir às vítimas da Crise Financeira Imobiliária, a BOLHA, causada pela BANCA, que vejam diminuídos os seus direitos fundamentais, em especial, o direito à honra, à dignidade, à imagem e à integridade moral. Direitos inalienáveis e que a Constituição da República lhes reconhece e a Declaração Universal de Direitos Humanos defende".


sábado, 24 de agosto de 2019

Terrorismo Bancário

A Sua Ex.ª o Presidente do Conselho Executivo do Banco BPI S.A., Dr Pablo Forero: 

— Serei obrigado a acusar a poderosa instituição financeira que V. Ex.ª preside da prática de terrorismo bancário 1 ?

O Banco BPI S.A. recorreu a uma advogada mercenária [ latim mercenarius, -a, -um, assalariado, alugado, pago, comprado ], a Drª Carla Braguez, na qualidade de especialista em Recuperação de Crédito [actualmente associado coordenador na Gouveia Pereira, Costa Freitas & Associados, Sociedade de Advogados, R.L. (GPA)], para salvaguardar os seus interesses e garantir os seus ganhos, no âmbito do processo executivo N.º 3816/06.0TBALM.
No perfil público da advogada, na plataforma Linkedin, não consta do seu currículo/experiência alguma ligação ao Banco BPI S.A., o que indica que se terá tratado de uma prestação de serviços, uma "colaboração pontual", em que a mesma terá exercido a sua "especialidade" e naturalmente terá sido paga para o efeito. Não faço ideia de "quanto custa" o serviço prestado pela Drª Carla Braguez, nem quem o terá facturado, mas acredito que seja um valor elevado, uma vez que colocou em causa a sua dignidade e, quiçá, a credibilidade da sua profissão.

Através da sua mandatária o banco, na qualidade de exequente, esclareceu então que “compreendia a situação”, mas tinha que acautelar os seus interesses e para isso utilizou uma estratégia simples e eficiente:  — prestar falsas declarações sem provas e difamação gratuita sem fundamentação. A pretensão foi obter parecer jurídico favorável. O que de facto conseguiu, sem sequer ser questionada acerca das acusações directas e sem provas perpetradas no seu requerimento para outras questões de 23 de Abril de 2014.
Dado o comportamento duvidoso desta advogada, já apresentei queixa junto da Ordem dos Advogados e dei conhecimento da mesma a todos os Conselhos de Deontologia da Ordem dos Advogados - Queixa.

O caso ocorreu no decurso de um processo executivo em que a poderosa instituição financeira que V. Ex.ª preside, se serviu de um vendedor de ferro-velho com um armazém no Barreiro (a “encarregada de venda” denominada Agroleilões-Estabelecimento de Leilões Ldª, do Sr Amílcar Santos), para adquirir através de "negociação particular" um apartamento na freguesia da Caparica, avaliado em 250.000.00€, por metade do seu valor de mercado. Para, em seguida, o vender com lucro expressivo através de sua própria rede imobiliária.
Sobre esta negociata já foi apresentada queixa na CAAJ acusando a inoperância e conluio da agente de execução Alexandra Gomes, no desempenho do cargo publico que aceitou - Queixa. O banco nomeou e recorreu desde o início do processo executivo à prestação de serviços da solicitadora de execução, com estágio em escritório de advogados, que posteriormente se transformou noutra sociedade com fins lucrativos, a Alexandra Gomes, Rebouta & Associados-soc Solic E A E,Sp,Rl uma sociedade de agentes de execução, cujo princípio diz ser “Labor improbus omnia vincit", mas em que o agente ameaça lançar as chaves de apartamentos penhorados vendidos ao desbarato no lixo, e a agente já está na lista de Suspensão do Exercício da Atividade Profissional da CAAJ (Comissão de Acompanhamento dos Auxiliares da Justiça).

A falta de respeito pela cidadania e o desprezo que o Banco BPI S.A. demonstrou pela situação que os executados tiveram que enfrentar após o desfecho da "negociação particular", em que eu não participei, mostra-nos claramente o que a famigerada instituição é, na sua essência: — Uma organização financeira com fins lucrativos que não hesita em prestar falsas declarações e acusar sem fundamento o cidadão comum, para atingir os seus objectivos financeiros.
Praticou provavelmente a violação descarada em pleno Tribunal dos artigos 180 a 183 do CPP e uma 
abstrusa e grosseira negação do artigo 12º da DUDH.


A verdade está documentada publicamente, para que ninguém tenha dúvidas acerca dos factos:
Desde que tomei conhecimento da inusitada e prepotente conduta tentei chamar a atenção dos responsáveis do Banco BPI S.A., mas foi em vão. A visão misantrópica do banqueiro, que a sociedade civil portuguesa bem conhece, não lhes permite vislumbrar nada para além do enriquecimento, mesmo que sem justa causa, violando claramente o princípio nemo iudex in causa sua.

Atempadamente informei Sua Ex.ª o Dr Fernando Ulrich, o rosto da instituição no decurso do processo e que na altura da negociação particular era conhecido por todos os portugueses como o “aguenta-aguenta”, de que a minha posição sobre a difamação de meu nome e falsas acusações de que fui vítima, é peremptória e irrevogável, sendo que será indubitavelmente levada até às consequências necessárias para que o Banqueiro perceba que não é o dono disto tudo, ou que pode simplesmente difamar a seu belo prazer quem quiser, para obter lucro.

Talvez o Banqueiro deva também entender que o cidadão comum poderá utilizar a mesma inusitada estratégia, conquanto os responsáveis da poderosa instituição financeira que V. Ex.ª preside consideram normal e correcta a prestação de falsas declarações e a difamação por si praticada 2.

Estaremos entendidos, Dr Pablo Forero?... Caso V. Exª necessite de mais informação sobre este assunto, poderá consultar a Carta a Fernando Ulrich, integrada na minha narrativa "eu não assaltei o bpi - ensaio sobre a iniquidade", por mim editado em Janeiro deste ano.

Álvaro de Mendonça
Editor
____________________________________________


NOTAS:

1.
ter·ro·ris·mo
(terror + -ismo)
substantivo masculino

1. Uso deliberado de violência, mortal ou não, contra instituições ou pessoas, como forma de intimidação e tentativa de manipulação com fins políticos, ideológicos ou religiosos (ex.: luta contra o terrorismo).
2. [Por extensão] Sistema de governo por meio de terror ou de medidas violentas.
3. Atitude intencional e geralmente continuada de intimidação ou intolerância (ex.: o funcionário era vítima de terrorismo psicológico no local de trabalho).

[ "terrorismo", in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2013, https://dicionario.priberam.org/terrorismo ]

2.
"Não se pode esperar ou pedir às vítimas da Crise Financeira Imobiliária, a BOLHA, causada pela BANCA, que vejam diminuídos os seus direitos fundamentais, em especial, o direito à honra, à dignidade, à imagem e à integridade moral. Direitos inalienáveis e que a Constituição da República lhes reconhece e a Declaração Universal de Direitos Humanos defende".

quinta-feira, 18 de julho de 2019

O FERRO VELHO DO BPI



A "encarregada de venda", segundo a expressão da agente de execução Alexandra Gomes (Cédula N.º 4009), o Sr Amilcar Santos, continua a vender ferro-velho no seu "sítio" transnacional. Foi assim que o "compincha" do banco vendeu o duplex de Via Nova da Caparica avaliado em 250.000.00€, já que nem sequer o visitou e investiu 17.00€ na "negociação particular"... o próprio diz que não sabe de nada e que os senhores juízes é que sabem o que se passa. Mas continua a facturar. A "encarregada de venda" já viu o filme do americano, pois já sabe que tudo o que disser pode ser usado contra ela, e sabe bem que o melhor é estar calada para não dizer disparates. Será que para vender a "lambreta" também utiliza o Decreto Lei errado?...
Se não vivêssemos no País dos Bancos, o Sr Amilcar já estaria na prisão?... e a solicitadora de Bragança, com estágio em escritório de advogados, que aceitou o cargo de agente de execução e permitiu a "negociata", já estaria na listada  "Interdição definitiva do exercício da actividade" em vez de estar na lista da "Suspensão do exercício da actividade" da CAAJ?
A advogada Carla Braguez, a causídica paga pelo Banco BPI para mentir e difamar sem provas em Tribunal, já teria sido confrontada com o "Código de Deontologia dos Advogados Europeus"?

Dúvidas prementes de um cidadão comum, que brevemente terão a sua resposta.

Captura de ecrã

sexta-feira, 12 de julho de 2019

DECLARAÇÃO PÚBLICA Dirigida a Sua Ex.ª Dr Fernando Ulrich

DECLARAÇÃO PÚBLICA


Dirigida a Sua Ex.ª Dr Fernando Ulrich, na qualidade de Presidente do Conselho de Administração do Banco BPI S.A.



"Não se pode esperar ou pedir às vítimas da Crise Financeira Imobiliária, a BOLHA, causada pela BANCA, que vejam diminuídos os seus direitos fundamentais, em especial, o direito à honra, à dignidade, à imagem e à integridade moral. Direitos inalienáveis e que a Constituição da República lhes reconhece e a Declaração Universal de Direitos Humanos defende".

terça-feira, 9 de julho de 2019

Ao Banco BPI S.A. - A rude violação do Artigo 12.º da Declaração Universal dos Direitos Humanos.

 

AO BANCO BPI S.A.

Declaração Universal dos Direitos Humanos
Aprovada pela Assembleia Geral da ONU, 10 de Dezembro de 1948

Artigo 12º

Ninguém sofrerá intromissões arbitrárias na sua vida privada, na sua família, no seu domicílio ou na sua correspondência, nem ataques à sua honra e reputação. Contra tais intromissões ou ataques toda a pessoa tem direito à protecção da lei.


Com a edição da narrativa “eu não assaltei o bpi - ensaio sobre a iniquidade” [1] demonstrei à sociedade civil portuguesa como funcionou o processo executivo N.º 3816/06.0TBALM, e o modo como o mesmo garantiu que o Banco BPI S.A. fosse ressarcido dos estragos que ele próprio causou, em actuação conjunta com os outros bancos, durante a chamada Crise Financeira Internacional, também conhecida pela Crise dos Subprime, ou a Crise Económica de 2007-2008. A famosa BOLHA, criada pela Banca.

Na narrativa demonstrei também que, ao contrário do que acusou em Tribunal a poderosa instituição financeira, não agi como dolo nem com má-fé em qualquer momento do decurso do processo executivo, nem em qualquer situação extra-processual de alguma forma relacionada com o imóvel penhorado em causa. Não causei qualquer prejuízo ao banco que me possa ser directamente imputado, incluindo a vandalização do bem imobiliário, como insinuou de forma arbitrária a advogada Carla Braguez, na qualidade de mandatária do Banco BPI S.A..

Perante essa acusação sem fundamento, claramente expressa no requerimento apresentado pela causídica no dia 23 de Abril de 2014 [2], e desde que tomei conhecimento da mesma, tentei demonstrar aos responsáveis do BPI de que haviam cometido um erro grave: ‒ A acusação directa de ter agido de forma dolosa e de má-fé, bem como a difamação gratuita, ao acusar-me sem qualquer fundamento de ter causado um elevado prejuízo e ter desvalorizado o imóvel, de tal forma que o exequente já não poderia obter qualquer rendimento.

As falsas declarações e o acto difamatório assim perpetrados pelo Banco BPI S.A. tiveram um propósito específico: ‒ obter efeito jurídico favorável. Tal veio a acontecer com a autorização da tomada de posse.

A “tomada de posse”, realizada a 1 de Julho de 2014, apesar de inútil (a mudança do agregado familiar fizera-se dois meses antes, e o apartamento estava pronto para ser entregue desde essa data, conforme declaração enviada ao Tribunal a 8 de Maio de 2014) porém, demonstrou in loco a todos os intervenientes que a acusação feita pela advogada Carla Braguez, mandatária do exequente, era falsa, insidiosa e traiçoeira, e as suas alegações sem qualquer fundamento. A difamação gratuita dos executados não servira para nada. O duplex encontrava-se em normal estado de habitação e o “elevado prejuízo” causado pelos executados ao BPI, de acordo com o requerimento em causa, converteu-se afinal em lucro expressivo, depois de mudar a fechadura e mandar fazer a limpeza.

Assim, a “tomada de posse”, consubstanciada em falsidades e atropelos à cidadania, transformou-se num acto invasivo, com “intromissão arbitrária na minha vida privada e da minha família”. A difamação sem fundamento nem prova actua como um “ataque à minha honra e reputação”, pelo que sou levado a concluir que estamos perante uma violação rude, imoral e perversa, do Artigo 12.º da Declaração Universal dos Direitos Humanos.

Apesar de já ter exposto por diversas vezes o grave problema ao Presidente Executivo e ao Presidente do Conselho de Administração do Banco BPI S.A., os mesmos continuam a considerar que tudo decorreu segundo uma “normalidade processual”.

A tentativa de apresentar queixa contra as falsas acusações e o acto difamatório, com o suporte do apoio judiciário garantido pelo Estado, terminou num vicissitude de inviabilidade de acção, sustentada pelo ordem dos advogados. A advogada Elisabete Constantino, nomeada para o apoio judiciário, exerce também o cargo de vogal da mesma ordem que sustentou a sua inviabilidade de acção, sendo ainda que o conteúdo da referida vicissitude é sigiloso, pelo que desconheço o seu teor.

Aparentemente, a advogada Carla Braguez, signatária do requerimento apresentado ao Tribunal, entrou no processo para actuar de acordo com a sua “especialidade”: ‒ Em nome do exequente, demonstrou publicamente que os valores deontológicos e éticos inerentes à sua profissão pouco significam quando exortada à prática subversiva de acusar sem fundamento e proferir falsas declarações, para obter efeito favorável aos interesses do seu cliente. Esta parece ser uma prática comum para o Banco BPI S.A., pois que o seu Presidente Executivo considera não ser “menos correcta”.
O desprezo demonstrado pelo exequente pela grave situação que os executados tiveram que enfrentar mostra-nos a sua frieza abstrusa cujo único interesse é o enriquecimento, seja à custa do que for, incluindo a subversão daqueles a quem nomeia e paga.

Por outro lado constatou-se também o claro conluio da agente de execução Alexandra Gomes que, no exercício pleno do cargo público que representa, poderia ter questionado a veracidade das afirmações e graves acusações da mandatária do exequente e alertado desde logo para a flagrante difamação arbitrária então em curso. Mas parece que a função desta agente de execução não vai além daquilo que “lhe cumpre dizer”, num abstracto e escrupuloso cumprimento da Lei, vazio de ética ou moralidade. A a sociedade de solicitadores e agente de execução estaria naturalmente a par de todas estas questões, e nada fez para o impedir, preferindo facturar mais 102.00€ pelo acto de “tomada de posse”, para acrescentar às suas continuadas "contas provisórias".

Assim, considerando o direito que me assiste na qualidade de cidadão comum “à protecção da Lei”, e já que o apoio judiciário solicitado para o efeito se esvaziou em algo sigiloso que desconheço, serei obrigado a preconizar uma denúncia alargada à sociedade civil portuguesa, com vista à defesa do meu bom nome e alegar a presunção da inocência contra um acto indigno, mesquinho e prepotente do Banco BPI S.A..

Terei então que demonstrar ao Conselho de Administração do Banco BPI S.A.que não sou o Robin dos Bosques, já que não tive o proveito, nem o arquitecto urbanista do requerimento executivo inicial. Demonstrado que foi, pela primeira tarefa da solicitadora com estágio em escritório de advogados que aceitou o cargo de agente de execução, que os executados afinal não eram os bandidos que viviam em Faro.

Para isso utilizo naturalmente os meios de que disponho, garantindo que o meu direito de resposta observa e não utiliza a mesma estratégia do banqueiro e seus parasitas, pois que devo ter princípios éticos diferentes e alguma moralidade, mantendo elevada a fasquia da dignidade e da cidadania.

Faro, 9 de Julho de 2019

Álvaro de Mendonça
__________________________________________________


NOTAS:
ru·de
(latim rudis, -e)

adjectivo de dois géneros

1. Inculto.

2. Grosseiro.

3. Bruto.

4. Agreste.

5. Tosco.

6. Custoso de sofrer.

7. Áspero.

8. Duro.

9. Violento.

10. Perigoso.

11. Descortês.

12. Ríspido.

13. Estúpido.

"rude", in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2013, https://dicionario.priberam.org/rude [consultado em 09-07-2019].
ru·de
(latim rudis, -e)

adjectivo de dois géneros

1. Inculto.

2. Grosseiro.

3. Bruto.

4. Agreste.

5. Tosco.

6. Custoso de sofrer.

7. Áspero.

8. Duro.

9. Violento.

10. Perigoso.

11. Descortês.

12. Ríspido.

13. Estúpido

"rude", in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2013, https://dicionario.priberam.org/rude [consultado em 09-07-2019].
ru·de
(latim rudis, -e)

adjectivo de dois géneros

1. Inculto.

2. Grosseiro.

3. Bruto.

4. Agreste.

5. Tosco.

6. Custoso de sofrer.

7. Áspero.

8. Duro.

9. Violento.

10. Perigoso.

11. Descortês.

12. Ríspido.

13. Estúpido

"rude", in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2013, https://dicionario.priberam.org/rude [consultado em 09-07-2019].
ru·de
(latim rudis, -e)

adjectivo de dois géneros

1. Inculto.

2. Grosseiro.

3. Bruto.

4. Agreste.

5. Tosco.

6. Custoso de sofrer.

7. Áspero.

8. Duro.

9. Violento.

10. Perigoso.

11. Descortês.

12. Ríspido.

13. Estúpido

"rude", in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2013, https://dicionario.priberam.org/rude [consultado em 09-07-2019].
ru·de
(latim rudis, -e)

adjectivo de dois géneros

1. Inculto.

2. Grosseiro.

3. Bruto.

4. Agreste.

5. Tosco.

6. Custoso de sofrer.

7. Áspero.

8. Duro.

9. Violento.

10. Perigoso.

11. Descortês.

12. Ríspido.

13. Estúpido

"rude", in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2013, https://dicionario.priberam.org/rude [consultado em 09-07-2019].
[1] 1ª Edição: Janeiro de 2019; Antares Editores; ISBN: 978-972-97524-7-6 [Suporte digital]
Disponível para impressão ou para consulta: https://www.eunaoassalteiobanco.com/download
[2] Para contextualização e consulta de documentos: https://www.eunaoassalteiobanco.com/documentos

quarta-feira, 24 de abril de 2019

ULTIMATO AO BPI

 Faro, 23 de Abril de 2019

  • Faz hoje cinco anos que o Banco BPI S.A. me acusou directamente, em Tribunal, de ter agido com dolo e má fé, de ter causado “sérios e graves prejuízos”, impossibilitado o banco de obter “qualquer rentabilização” de um imóvel hipotecado e adquirido em “negociação particular”, através de um Agente de Venda que investiu 63,00€, para comercializar um bem imóvel na freguesia da Caparica avaliado em 250.000,00€. [Ver documentos em Anexo]
  • O motivo pelo qual o Banco BPI S.A. fez tais acusações deve-se ao facto de eu não ter entregue as chaves do imóvel de imediato, após a realização da escritura, em que o Banco BPI S.A. “comprou” o duplex por metade do valor da avaliação realizada em 2009 e aceite como referência pelo Tribunal.
  • O motivo pelo qual eu não entreguei de imediato as chaves do imóvel foi atempadamente apresentado ao Tribunal e foi dado conhecimento a todos os intervenientes no processo, de forma muito clara, devidamente fundamentada [páginas 275, 291 e 292 do processo físico].
    Tratava-se apenas de garantir a estabilidade e dignidade, necessárias ao processo de procura e mudança de residência do agregado familiar.
  • Porém, essa fundamentação foi encarada pelo Banco BPI S.A. como uma tentativa de usurpação e vandalização de propriedade sua. Compreendeu a situação, mas “não pode o adquirente deixar de acautelar os seus interesses”. E assim não hesitou em prestar falsas declarações, difamar os executados e sua família acusando-os de ter agido de forma criminosa, vandalizado o imóvel e ter impossibilitado o exequente de obter qualquer rendimento futuro. Acrescenta ainda o abuso da boa fé do exequente, que adquiriu o duplex por metade do seu valor, para não causar mais prejuízo aos executados, segundo terá entendido a agente de execução.
  • Logo que consegui resolver o problema – contratação de habitação condigna para arrendamento [atente-se à situação do mercado de arrendamento/habitação à época, a que se junta a crise financeira e o “enorme aumento de impostos” preconizado pelo governo com o sustento da Troika], mudança e instalação em nova habitação de forma digna e adequada ao agregado familiar – informei a agente de execução e o Tribunal, a 9 de Maio de 2014 [página 307 do processo físico], declarando que o imóvel tinha sido desocupado e que a entrega das chaves poderia ser acordada a partir dessa data, estando ainda por resolver o transporte de alguns móveis pesados para Faro. Estavam também tratadas as questões da electricidade, telefone, água e condomínio, não existindo qualquer valor por pagar, incluindo o custo das obras [pintura a tratamento total] entretanto realizadas no exterior do edifício.
  • No acto de “tomada de posse”, todos os presentes verificaram que o duplex não tinha sido vandalizado e estava em normais condições de habitabilidade, restando apenas algum “lixo”, segundo o descrito pelo agente de execução que dirigiu o arrombamento.
  • Posteriormente o Banco BPI S.A. colocou o imóvel à venda por 154.000.00€, lucrando pelo menos 26.500€ depois de ter tratado da limpeza do apartamento.

Perante as falsas declarações sem fundamento e o acto difamatório perpetrado pela advogada do Banco BPI S.A., provavelmente a seu pedido expresso, e desde que tomei conhecimento do mesmo, tentei chamar a atenção dos responsáveis do Banco BPI S.A. para o facto de me terem acusado publicamente de ter agido com dolo e má fé e de ter causado um grande prejuízo ao banco.
Porém, o Banco BPI S.A. persiste na ideia de que tudo foi feito de forma “legal e transparente”. Incluindo a difamação e as falsas declarações, que não foram “incorrectas”. São, provavelmente, sustentadas por um método utilizado pelo próprio, apesar de subversivo e contrário à cidadania.
O Banco BPI S.A. tem certamente muita experiência nesta técnica, uma vez que é dos bancos que mais processos tem em Tribunal e é um líder do mercado imobiliário.
Em sua defesa tem advogados que, pelo que nos foi dado a perceber através do requerimento da mandatária encarregada de resolver o problema da entrega das chaves, não hesitam em prestar falsas declarações e utilizar o método abstruso da difamação gratuita.

Como se pode verificar pela conclusão/despacho datada de 13 de Maio de 2014 [página 305 do processo físico], as acusações do banco foram determinantes, mas não apresentaram prova nem fundamentação, que nunca existiu, sendo que foram claramente desmentidas in loco no momento da “tomada de posse”, e posteriormente com o expressivo lucro da venda do imóvel, supostamente “desvalorizado”, ou vandalizado, conforme for mais conveniente.

No dia 3 de Agosto de 2014, antes do Banco BPI S.A. vender de novo o duplex com lucro expressivo, apresentei a minha proposta de pagamento do denominado “remanescente” em troca da entrega do imóvel.

O valor da execução (158.468,19€) era próximo ao da sua avaliação da AT (156.860.00€). O valor que fora aceite pelo Tribunal era 175.000.00€ (70% de 250.000.00€).

Essa teria sido uma proposta equitativa e justa, se tivesse sido aceite pelo Banco BPI S.A..

Teria certamente o suporte da jurisprudência que poderia ter resultado do caso de Portalegre, se o mesmo não tivesse sido abafado. Trata-se de um tema tabu para a Banca e para os governos que a sustentam.
Mas não. O Banco BPI S.A. Preferiu ganhar mais algum. Está-lhe do sangue. Para além de ir ser ressarcido do seu prejuízo, que, na realidade, foi um resultado da crise financeira imobiliária, criada pela banca.
Para o Banco BPI S.A. tudo decorreu dentro de um quadro de normalidade processual, e isso basta-lhe.
E porque não?…  já que é esse o único propósito do banco, e o Estado Português, com o seu processo executivo simplex e respectivos agentes tecnocráticos agregados, lhe proporciona o conluio e a “regularidade processual” para a concretização do negócio descarado, denominado “negociação particular”.

Hoje o cidadão comum sabe que a visão misantrópica do banqueiro não lhe permite vislumbrar para além do seu propósito de obtenção de lucro. É essa a sua natureza própria
O cidadão comum português também sabe já que o Estado é capaz de suportar essa visão distorcida da cidadania e da equidade, uma vez que a doentia promiscuidade entre políticos e banqueiros já foi largamente denunciada a todos os portugueses. Alguns criminosos já estão presos. Outros certamente serão denunciados e condenados.
Da minha parte, resta-me apresentar a minha proposta de 3 de Agosto de 2014 pela última vez [Ver Anexo, página 307 do processo físico], e relembrar o Banco BPI S.A. de que me deve um pedido de desculpas formal e público, por me ter acusado e difamado de forma gratuita, sem fundamentação e sem provas.
Isso poderá fazer-me entender que não devo agir da mesma forma abstrusa que o banco, nem utilizar o mesmo método subversivo para atingir os meus objectivos.
Reservo-me naturalmente o direito democrático de invocar publicamente a defesa da honra, imagem e dignidade, que me cabem na qualidade de cidadão comum.
Os responsáveis pelo Banco BPI S.A. e os agentes parasitários agregados ao processo executivo simplex já sabem que eu não tenho nada a perder.
Com a edição da narrativa “eu não assaltei o BPI – ensaio sobre a iniquidade”, que é um documento público [1ª Edição: Janeiro de 2019 / ISBN: 978-972-97524-7-6 / Disponivel em: https://www.eunaoassalteiobanco.com/download], demonstrei à sociedade civil portuguesa que nunca agi de forma dolosa, nem com má fé.

Álvaro de Mendonça

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2019

Manifesto pela cidadania




MANIFESTO N.º 1

A curta narrativa “eu não assaltei o bpi – ensaio sobre a iniquidade”, cuja primeira edição electrónica foi apresentada no passado dia 21 de Janeiro no sítio da editora www.antareseditores.pt, expõe o modo de funcionamento de um processo executivo comum (iniciado em Junho de 2006 e dado como extinto em Novembro de 2017) relativo a um contrato de crédito-habitação. O narrador é o próprio executado, que é condenado a suportar o ressarcimento do executante, o banco, numa conjuntura de crises financeiras e políticas que conduziram o país até ao resgate financeiro, e arrastou largos milhares de famílias para a inadimplência.
A edição em si pretende ser uma exposição pública. Mostra [denuncia] como funciona a trilogia estado-banco-agentes no desenrolar de um processo executivo simplex, cujo propósito foi garantir o ressarcimento do exequente, o banco, em plena crise imobiliária, sendo que tudo decorreu segundo a “maior transparência processual”.
Hoje acrescenta-se à narrativa o artigo:

MANIFESTO PELA CIDADANIA

O processo executivo deveria ter sido resolvido em três a quatro anos, como pretendia a reforma legislativa de 2003/2008, mas arrastou-se durante mais de uma década, e provavelmente a procissão ainda vai no adro, apesar de ter sido dado como extinto. Trata-se da imposição dos interesses financeiros da Banca sobre o cidadão comum, impotente perante o conluio de um Estado submisso, que vê o seu trabalho ser desvalorizado e “absorvido” como efeito natural de um movediço ambiente de crises financeiras, políticas e sociais.
O processo executivo simplex transformou o cidadão comum em persona non grata, um anátema, uma espécie de criminoso simplificado. A sua privacidade pôde ser violada e vendida em actos administrativos, telemáticos, rentabilizados à unidade.
O FACTO indicado no requerimento executivo inicial é que A partir de 30/11/2005 os executados deixaram de cumprir as obrigações pecuniárias emergentes dos contratos. A causa principal fora o tratamento prolongado de doença crónica, que iniciara em Novembro de 2003 no HDF [Hospital Distrital de Faro, Processo N.º 23013976]. Enfrentava então uma recaída de tratamento, como comprovaria a Junta Médica da DREALG [Direcção Regional de Educação do Algarve], de 29 Novembro de 2006, e esgotara já as reservas financeiras.
Confrontado com essa situação e com a perda progressiva de rendimentos, decidira então colocar o duplex para venda a fim de resolver o problema e acertar os créditos com o banco, uma vez que a causa da inadimplência que conduziu à execução não tem valor processual e, por outro lado, o banco não aceitou qualquer renegociação da dívida de pequeno valor.
Pelo contrário, o banco BPI S.A. bloqueou aos executados o acesso a qualquer crédito na praça, e impossibilitou que qualquer outra instituição de crédito aceitasse a reformulação dos contratos.
Considerando as características e valor de mercado do duplex, bem como a conjuntura da altura do mercado habitação, a sua venda por um valor justo não seria fácil nem imediato. Qualquer entendido em negócios imobiliários concordaria com esta premissa, considerando sobretudo a situação do mercado imobiliário em 2006. Ficara eu responsável por organizar o processo de venda, uma vez que a executada tinha o tempo totalmente ocupado com a profissão de professora do ensino secundário e encarregada de educação das nossas duas filhas menores, à data com 13 e 10 anos.
Em 24 de Junho 2006 o Banco BPI S.A. transmitiu ao Tribunal a informação de que eu residia em Faro, bem como a executada, conforme se pode verificar no requerimento executivo inicial. A referida morada correspondia de facto ao estúdio de trabalho que instalei no local desde meados de 2002 e que utilizei até 2007 para a minha correspondência postal, uma vez que em termos de habitação temporária tinha área disponível na casa familiar na mesma zona.
O arrendamento do local fora feito em nome da micro-empresa de que eu era à data sócio não-gerente e nunca foi utilizada pela executada para nenhum efeito, pois tratava-se apenas de um pequeno estúdio da empresa, que servia também para armazém de materiais cenográficos. A sede tinha sido provisoriamente registada no duplex de Vila Nova da Caparica, que manteve o espaço de “escritório” quando foi adquirido, apesar de ser a residência do agregado familiar, como se manteve até à sua “venda” em negociação particular. A micro-empresa viria a encerrar a actividade em 2004, após o falecimento de um colaborador principal e nunca chegou a instalar-se no estúdio de Faro.
Na altura eu não percebia nada de processos executivos, mas também não tive sequer tempo de perceber. Ainda solicitei apoio judiciário, a 25 de Julho de 2006, mas este só susteve o processo a 15 de Setembro de 2008, no dia em que caiu o Lehman Brothers, mais de dois anos depois, e não serviu para nada [página 140 do processo físico].
Parece-me que se eu tivesse sido ouvido, a tempo, tudo isto se tinha “percebido”. Acho eu. Mas não fui ouvido e nunca percebi “porquê”.

Os responsáveis pelo banco BPI S.A. tinham a perfeita noção de que ao avançar com o requerimento executivo e posterior penhora estavam a condenar na praça a venda do duplex e a causar a sua desvalorização artificial, para além da desvalorização provocada pela crise imobiliária que já se instalava.
Desconheço qual a fonte de informação do Banco BPI S.A. acerca desses dados, mas é factual que a utilizou como fidedigna, já que a transmitira ao Tribunal e à agente de execução. Assim, segundo o Banco BPI S.A. eu era arquitecto, ou urbanista, e vivia no Algarve [Requerimento executivo N.º 301676, de 24-06-2006 / página 8 do processo físico]. Segundo a mesma fonte a executada era professora do ensino básico, e também vivia no Algarve. Portanto os executados estavam assim a utilizar o duplex de Vila Nova da Caparica, avaliado em 250.000.00€, de forma fraudulenta. De acordo com a cláusula oitava do documento complementar da escritura realizada no Cartório Notarial de Sesimbra a 11 de Janeiro de 2001 (página 32 do processo físico), o exequente poderia então considerar imediatamente vencido o crédito, uma vez que o imóvel hipotecado teria sido alienado ou dado outro fim sem a sua autorização, já que os executados viviam em Faro. No entanto o BPI não precisaria de usar esse argumento como FACTO do requerimento executivo. Existia realmente o incumprimento contratual de baixo valor desde final de 2005, que o banco não aceitou negociar, impondo um valor de acerto que à data não poderia garantir, dada a acentuada quebra de rendimento que enfrentava devido ao estado clínico.

Portanto eu estava em incumprimento contratual e em simultâneo a utilizar o duplex de forma fraudulenta. Era provavelmente um “especialista”, já que até era arquitecto ou urbanista. Talvez até tivesse um negócio imobiliário no Algarve. Ou talvez fosse uma espécie de Robin-dos-Bosques, e queria viver à custa do banco.
É isto que se depreende e o que consta no requerimento executivo inicial. [Que entretanto desapareceu do processo na plataforma https://processos.tribunais.org.pt  / Lista de documentos em falta no processo]
O processo executivo simplex não olha a meios. Executa. Mesmo quando o exequente tem parte de seus dados errados. A causa do incumprimento que conduziu ao processo não tem qualquer valor processual.
O Banco BPI S.A., como todos os outros bancos de gestão de activos e de investimento e participações financeiras, já estaria provavelmente a sentir os efeitos da Bolha no mercado e era preciso liquidez, não havia dinheiro… mas havia muitas casas a mais, diz-se que meio milhão, cuja construção fora financiada e valorizada pelos bancos durante mais de uma década.
Em 2006 já o Estado iniciara o seu percurso declinado até ao resgate financeiro:
Hoje sabemos que a corrupção activa se instalava comodamente ao nível dos mais altos cargos da Administração Pública e da Banca. Em simultâneo havia mais de um milhão de processos a entupir os Tribunais…. O Estado criara a figura do “agente de execução”, para executar rapidamente:
  • A criação de procedimentos de cobrança rápidos e eficazes para o credor diminui os atrasos nos pagamentos e contribui para a dinamização da economia” [Ministério da Justiça – Portaria n.º331-B/2009 de 30 de Março].
Quando é formalizada a penhora do imóvel através de acto electrónico o Estado e a Banca preparavam-se para a crise, que já se impunha em larga escala a nível internacional, e tinham que se alimentar. A máquina tributária dispara em todos os sentidos e “executa” tudo o que lhe aparece à frente. Segundo consta em documentos emitidos pela agente de execução o banco BPI é dos bancos que mais processos tem em Tribunal. Era, e provavelmente continua a ser, um líder do mercado imobiliário. Já em 2012 a nova “Autoridade Tributária” passa fazer cobranças para o privado a que acrescenta a sua percentagem no saque, e o banco BPI S.A. recorre ao apoio do Estado.
O processo executivo N.º 3816/06.0TBALM é a história de dois abutres agarrados à mesma carcaça. Havia muitas carcaças como esta… largos milhares, depois abandonadas à sua sorte, a desgraça alheia.
Que será feito das vítimas da crise imobiliária que viram penhorada a sua parca reforma, ou qualquer subvenção, qualquer regalia social, seguro, indemnização por acidente, renda vitalícia ou prestação ou subvenção de qualquer natureza que assegure a sua subsistência…? Não é o meu caso, mas é o de muitos outros casos. Essas e muitas vítimas silenciosas acabaram manietadas pelo sistema e condenadas à exclusão económica e social “até integral pagamento da dívida remanescente”.
Eu tive sorte por ter apoio estrutural e familiar, apesar da máquina tecnocrática simplex ter emperrado no confronto de interesses entre a banca e a fazenda pública, nos enredos de sua própria burocracia que se arrastou durante mais de uma década, mostrando um profundo desprezo pelos executados e por tudo aquilo que tiveram que enfrentar.
Para actuar rapidamente o Banco BPI S.A. nomeou para a execução uma solicitadora, sem experiência nem formação jurídica, com estágio num escritório de advogados, que aceitou o processo – certamente viu o que se tratava, e seria coisa rápida, já que os executados residiam no Algarve e estavam a praticar uma fraude, para além da falha contratual do incumprimento. Com meia dúzia de actos telemáticos teria a coisa resolvida e sacava comodamente o seu quinhão, oferecido pelo Estado e pago pelos bandidos. Esse parece ser o trabalho destes “comerciantes da justiça”, criados à época, para lidar com todo o tipo de executados, criminosos, parasitas e especialistas.
Porém, o tiro saiu pela culatra. A primeira tarefa da solicitadora de execução foi descobrir que a executada tinha “uma nova morada”, que afinal era a mesma desde 1999, e que por acaso até residia no duplex, bem como as filhas menores. Mais tarde, naquilo que os agentes designaram de “venda em carta fechada”, que não saiu das gavetas dos escritórios, o encarregado de venda explicou que não conseguiu vender o imóvel porque era habitado pelos proprietários, o que “dificultava a venda”.
A trilogia estado-banco-agentes absorveu o duplex no processo. Não o deixou vender nem o vendeu. O processo arrastou-se durante mais de uma década e foi dado por extinto com inúmeros erros por resolver, dada a inoperância continuada dos agentes envolvidos, cujo único interesse é a facturação de actos: – Um arrombamento vale 102.00€, mais IVA.
Na narrativa está exposta a farsa do Senhor Amilcar Santos, o falso leiloeiro que nada vendeu. Está acessível ao público, nas páginas 302 a 305 do processo físico, a técnica insidiosa utilizada pelo Banco BPI S.A. – a difamação e as falsas declarações perpetradas por uma das suas múltiplas mandatárias que tiveram acesso a todos os dados pessoais dos executados, disponibilizados pelo Estado, através de funcionários de escritórios, ou estagiários administrativos. O processo físico pode ser consultado no escritório da agente de execução, uma vez que foi dado com “extinto”.
  1. Com a publicação da narrativa “eu não assaltei o bpi – ensaio sobre a iniquidade” [ISBN: 978-972-97524-7-6] esclareci publicamente que não agi com dolo nem com má fé, como me acusou o Banco BPI S.A..
  2. Já expus o modus operandi da trilogia estado-banco-agentes no país dos bancos, que consiste no ressarcimento dos credores dos estragos que eles próprios causaram, em plena crise imobiliária, que pode ir até à penhora intemporal de todos os seus rendimentos.
  3. Já expus a intervenção processual da advogada Carla Braguez, mandatária do exequente, que praticou a difamação gratuita  para obter efeito favorável ao exequente sem apresentar provas nem fundamentos, e ficou impune numa “vicissitude de inviabilidade de acção” cujo conteúdo é sigiloso.
O negócio da Alexandra Gomes, Rebouta & Associados, Soc. de Solicitadores e Agentes de Execução SP RL, vai de vento em popa num mercado que ainda tem o tal milhão de processos por despachar e milhões de actos para facturar.
O negócio do Senhor Amilcar Santos, o agente de venda, um homem dos sete instrumentos, também vai de vento em popa, do velho armazém no Barreiro à sua plataforma online, com os negócios transcontinentais “Onde os leilões acontecem!”… e onde até vende navios, e a especialidade é a “negociação particular”.
Agora, já começou a ser desmontada a corrupção activa… mas a procissão ainda não saiu da igreja. O desmantelamento do caso CGD há-de revelar nomes, que conduzirão a outros, e outros. Já foram condenados banqueiros e políticos, alguns já estão presos, ministros, gestores e administradores, públicos e privados. Algumas dezenas de agentes de execução e solicitadores já foram expulsos da Ordem, acusados de fraudes com dinheiro dos executados, incluindo altos cargos da própria Ordem, associações e sociedades lucrativas.
O meu projecto também já está instalado:
O ensaio artístico BAAP, The Bank Assault Art Project, Arte Contemporânea Simplificada [simplex], surge como leitura e representação alegórica da conjuntura social de crise financeira à escala internacional, que arrastou para a “desgraça alheia” milhões de pessoas em todo o mundo. Em desenvolvimento, “em processo”, é dedicado à corrupção, aos políticos, aos banqueiros e aos parasitas e agentes sem escrúpulos, cuja visão misantrópica da existência os transformou em cegos, conduzidos por cegos, como na velha parábola bíblica: “Deixai-os! Eles são guias cegos guiando cegos. Se um cego conduzir outro cego, ambos cairão no buraco“.

Agora, pretendo eu ser ressarcido, não dos estragos financeiros cujo prejuízo é intemporal e irrecuperável, mas da violação gratuita do meu direito à cidadania, à privacidade e à defesa da moralidade social.

O Banco BPI S.A. poderá ainda fundamentar os dados que constam no requerimento executivo inicial do processo, que são de sua responsabilidade e que provam que tinha dados errados; poderá ainda assumir o seu erro grosseiro por difamar e prestar falsas declarações em Tribunal, sem provas nem fundamento, formalizando o pedido de desculpa público aos executados.
O Banco BPI S.A. poderá ainda aceitar a minha proposta, que sempre foi a mais justa,  de acerto de contas que enviei ao Tribunal em 3 de Agosto de 2014 [página 329 do processo físico], para depois concluir definitivamente o processo executivo simplex.
Tudo está acessível ao público e seguirá o seu caminho, mesmo que os banqueiros e os seus agentes se estejam borrifando para o assunto, uma vez que têm o conluio do Estado, no país dos bancos. Mas o tempo é irascível.
Tal como o processo executivo simplex, a exposição pública do processo e seus meandros é legal e transparente.

Faro, 9 de Fevereiro de 2019

Álvaro de Mendonça

Cidadão comum
_______
Links
 

Antares Editores